Uma vida dedicada ao futebol entre os campos e os bastidores


Uma vida dedicada ao futebol entre os campos e os bastidores


Nosso entrevistado desta semana foi o Edu, presidente São Francisco e também um dos idealizadores da Associação de Clubes de Mogi das Cruzes.

Carlos Eduardo Araújo nasceu em Mogi das Cruzes, em julho de 1975. Seu interesse pelo futebol veio com 11 anos participando do time mirim do São Francisco, que na época era treinado pelo Seu Zé. Com 14 anos chegou a tentar a sorte e foi aprovado na peneira da Portuguesa de Desportos, mas a dificuldade em conciliar os treinos com o trabalho, o impediu de seguir em frente na Lusa.

O contato de Du com o futebol vem de família,pois seu pai, Sr Araújo, chegou de Sete Lagoas em Minas Gerais em 1971 e logo passou a acompanhar o time do São Francisco. Acompanhando o pai nos bastidores do Chicão, passou a também ajudar como tesoureiro e a integrar a diretoria. Em 2008 assumiu como presidente e agora está afastado por motivos pessoais, passando o cargo para Orlando, seu vice.

Você foi um dos principais a tentar reativar o futebol em Mogi, quando surgiu esta vontade?
Após a Liga fechar ficamos sem campeonatos, como ficamos sem informações do que estava acontecendo e como temos o campo à disposição resolvemos fazer a Copa São Francisco. Fizemos as primeiras na categoria Esporte e depois também passamos a fazer no veterano. Cada edição damos ao campeonato o nome de um dos integrantes da diretoria do Chicão como uma forma de homenagear as pessoas que estão nos ajudando no São Francisco.

Como veio a ideia de criar a Associação de Clubes de Mogi das Cruzes?
Como estávamos parados esperando por alguma solução da Liga e nada de jogos em Mogi, conversei com o Diogo que aceitou na hora entrar junto para tentarmos voltar o futebol de Mogi. Na primeira reunião tivemos a participação de 12 clubes e a idéia foi se espalhando pelos times e atualmente temos mais de 40 times vinculados à Associação. Depois começamos a conversar com a secretaria de esportes para tentar fazer algo, conseguimos após várias conversas com o Secretário de esportes, Nilo, uma solução. A secretaria tinha uma verba para realizar o campeonato e a empresa contratada para arbitrar os jogos, a Associação entrou como administradora e supervisora do campeonato. 

Como foi a aceitação dos times no primeiro campeonato da Associação?
Foi um grande desafio, propomos à secretaria de esporte fazer um campeonato mais longo que os que a Liga realizava e tivemos a aceitação. Conseguimos fazer um campeonato que envolveu as categorias infantil, juvenil, esporte e veterano no final do segundo semestre do ano passado. A aceitação foi muito boa.

4. Qual seria o campeonato ideal para os times de Mogi?
Em primeiro, ter um campeonato mais organizado e com o primeiro da Associação estamos indo neste caminho, os times tem muita dificuldade em ter campo e os que temos são poucos pela quantidade de times e jogos que podemos fazer. Seria bom ter mais times com categorias de base, mas a maioria acaba ficando sem poder contratar um professor especializado por não ter recursos e passa a contar com os voluntários que passam a ajudar montar os times.

Mogi recebeu recentemente a Copa São Paulo de Futebol Júnior, qual sua opinião sobre este importante eventos esportivo para as categorias de base?
Nosso estádio recebeu um público muito bom nos dias de jogos, serviu também para ganhar experiência em administrar jogos desta importância. Foi provado que o estádio tem condições de receber jogos de porte médio, mas mesmo assim acredito ser necessário a instalação da arquibancada provisória. Um dos maiores problemas foi com a questão de estacionamento, quem conseguiu chegar cedo colocou os carros nas vias próximas ao estádio mas quem chegou mais tarde encontrou muita dificuldade para estacionar. Para receber jogos maiores é necessário a cobrança de ingressos para poder controlar a lotação do estádio.

Sobre nosso representante na Copinha o que você poderia dizer?
Em Mogi tem um monte de jogadores bons em atividade, gosto muito do União, é nosso time da cidade, mas acho que deveriam dar mais atenção aos atletas que temos por aqui. Seria importante ter alguém que acompanhasse os campeonatos da cidade e selecionasse os atletas que se destacam. Sonho ainda em ver um time daqui na primeira divisão do Paulista.

E no São Francisco, quais são as novidades para 2016?
Em breve vamos reinaugurar o campo que está em reforma desde dezembro, estamos com previsão de que seja dia 20 de março com um jogo do Humildade, que é a data de aniversário do time e também porque seu dono é um dos principais colaboradores que ajudaram na reforma. Também queremos fazer mais dois vestiários ao lado do campo e vamos repintar os muros. Queremos delimitar toda área que é do São Francisco mas precisamos de um engenheiro para fazer esta medição. Para os campeonatos vamos participar do veterano, quarentão e nas categorias de base.

O São Francisco foi o último representante de Mogi no campeonato Amador do Estado, como foi a participação de vocês em 2014?
O Amador do Estado é um sonho para todos atletas que disputam o campeonato amador de Mogi, esta foi nossa quinta participação, chegamos a participar também nos anos de 2000, 2002, 2005 e 2006, na época tivemos o apoio da Liga com as despesas mas nesta última vez, por causa do fechamento da Liga, o custo foi todo nosso com as viagens e alimentação dos atletas.

Algumas curiosidades do São Francisco: quais são os principais rivais do Chicão nos campeonatos de Mogi?
Nós tínhamos uma rivalidade muito grande com o Ponte Grande e Vila Industrial, teve uma época que nós revezávamos nas conquistas dos títulos daqui. Depois que entrou a Valtra, acabamos perdendo parte de nosso time para eles, foram mais de 8 no primeiro ano e depois ficou mais difícil conquistar os titulos, mas entrávamos muito motivados para tentar ganhar deles. Nossa rivalidade atual ficou com os times de Brás Cubas, Flamenguinho e Bem Bolado.

Para finalizar, quais foram seus jogos inesquecíveis jogando aqui.
Em 95 jogando pelo Juniores do São Francisco chegamos à final contra o Estrela, que era o melhor time da categoria na época, eles tinham a vantagem do empate e ganhamos os dois jogos por 1 a 0, este título foi importante porque fazia alguns anos que o Chicão não conquistava algum campeonato. Mas o jogo que me marcou mesmo foi a final da primeira divisão em 2014, estávamos perdendo por 3 a 0 e nos últimos minutos conseguimos empatar e ganhamos nos penaltis, este jogo também ficou marcado pela minha lesão, quando rompi o ligamento e fiquei afastado dos campos por 1 ano e 2 meses. Voltei a jogar no segundo semestre do ano passado.

Emerson Oliveira Por: Emerson Oliveira (FutebolMogiano.Com.br)
Em 05/02/2016

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