Símbolo da conquista do título do Tietê na Copa São Francisco


Símbolo da conquista do título do Tietê na Copa São Francisco


Simbolo da conquista do Tietê Futebol Clube na Copa São Francisco, nosso entrevistado foi o goleiro campeão e escolhido como o melhor atleta da decisão, Lineker Fernando. Mogiano nascido em 1991, sempre morou no bairro do Mogilar, é o segundo de uma família com três filhos. Seu nome foi uma homenagem dada pelo pai ao jogador inglês Gary Lineker, destaque da seleção inglesa na Copa do Mundo de 1990. Com apenas 7 anos de idade teve que morar com a avó após o falecimento de sua mãe e depois teve que conviver com o abandono por parte de seu pai, que deixou ele e suas duas irmãs aos cuidados da avó. Depois passou a contar com o apoio dos tios Rosane e Jeferson, que o criaram até os 18 anos, quando conseguiu montar sua própria casa.

Como o futebol entrou em sua vida?
Jogava na escolinha do Madureira na Vila Industrial como centro avante, mas era um daqueles que sempre fica por último na hora da escolha dos times. Em um dos treinos acabei colocando a mão na bola e o treinador me colocou no gol, não saí mais. Joguei também na escolinha da Dona Ivone no bairro do Rodeio, eu era muito pequeno e me destacava pelos meus saltos, a Dona Ivone foi fundamental nesta fase, acompanhava ela por todos os lados. Quando tinha uns 10 anos meu primo Vitor Balbi (Feijão), me convidou para treinar no Mogi Futsal onde fiquei até meus 16 anos. Também joguei futebol de campo no Joana Darc.

Você também foi atleta do União
Comecei na base jogando os campeonatos da Liga e depois o estadual Sub 20, com 17 anos joguei a série A3, na época da pior fase que o time já passou onde em todo o campeonato tinha feito apenas um ponto e passou por vários problemas administrativos que chegou a ser notícia no Brasil inteiro. Em um dos jogos machuquei a clavícula e o médico falou que era caso de cirurgia, precisava colocar um pino, mas acabei não fazendo ela e como doía acabei desistindo de continuar a jogar e me dediquei a minha vida pessoal, quando comecei a trabalhar. As dores chegaram a afetar um pouco meu trabalho, fiz sessões de fisioterapia e com o tempo elas pararam e hoje não sinto mais. Depois fiquei sabendo que eu tinha recebido 2 propostas de times, um deles era o Pão de Açúcar, atual Audax, mas o empresário acabou pedindo valores muito alto e eles desistiram.

Depois do União você chegou a ficar sem jogar por algum tempo?
Depois que consegui ter um horário mais acessível no trabalho voltei a jogar no Restinho Tietê, depois joguei no Madureira e no último campeonato da Liga Municipal joguei pelo Grêmio Mogiano. Ano passado voltei a jogar pelo Tietê na Copa São Francisco onde chegamos nas semifinais e neste ano conquistamos o título.

Na Copa São Francisco deste ano, em que momento vocês pensaram na possibilidade real de lutar pelo título?
Foi na semifinal que ficou bem perto esta possibilidade. A conversa que tivemos antes do jogo foi fundamental, os mais experientes conversaram muito com os que estavam pela primeira vez na final passando incentivo, procuramos manter nossa cabeça no lugar. A certeza de que o título estava perto foi nas duas defesas à queima roupa que fiz no segundo tempo, depois foi só esperar o apito final do jogo e comemorar.

Qual a sensação de ser escolhido o atleta da final e um dos mais importantes na campanha do Tietê?
É uma ótima sensação, muito gratificante este reconhecimento e também pela alegria de termos conquistado o título. Demorou para a ficha cair sobre o que havia acontecido. Fiquei pensando na mudança que tivemos nos jogos decisivos das quartas de finais e semifinal. Nestes jogos consegui chegar em um nível muito mais alto que esperava, como ajudo nos treinos de goleiros das categorias de base do Tietê acabei percebendo detalhes que eu pude corrigir só por ver os outros goleiros treinando. Sou muito grato por treinar eles e aprender ao mesmo tempo.

Você chegou a fazer testes em algum time profissional fora de Mogi?
Não tive o interesse, cheguei a ter oportunidade de fazer teste no Santos mas acabei não indo.

Agora você faz parte da diretoria do Tietê?
Estou a 6 meses como diretor de esporte do Tietê, por causa do meu horário de trabalho ajudo sempre que posso treinando os goleiros da base o Resende e o Andrade, onde procuro orientar eles para melhorarem seu desempenho dentro e fora de campo. Futuramente pretendo me especializar na área.

Nos momentos difíceis quem te deu o suporte necessário?
Tenho apoio muito grande de minha família, minha esposa Letícia já foi pugilista e hoje se dedica à área de enfermagem. Por ela ter sido do esporte as coisas se tornam mais fáceis. Meus tios me ajudaram muito, meus sogros também nos apoiam muito, os vizinhos. Até 2013 tivemos que ajudar a cuidar de minhã irmã e espero retribuir esta ajuda que recebi.

Tem algum momento marcante em sua trajetória no futebol?
Jogando futsal no Mogi tive a oportunidade de conhecer o Morumbi, Palestra Itália, Vila Belmiro. Pudemos conhecer mais de perto o Morumbi, com isto pude perceber a diferença da estrutura dos times pequenos e os grandes. Acredito que quando um time sobe é necessário melhorar em algo, times que jogamos contra na época em que estive no União hoje estão na primeira divisão paulista. Mas um jogo que mais me impressionou foi no Paulista da A3 contra a Francana em Franca, estádio lotado com 11 mil torcedores em um jogo da A3, quando entrei em campo para aquecer o treinador de goleiros me levou no local mais cheio para sentir a pressão, foi neste jogo que machuquei a clavícula aos 25 minutos do primeiro tempo. O time da Francana era muito bom, o Índio e Helivelton jogavam nele, perdemos por 1 a 0 com um gol do Helivelton.

Algum agradecimento especial?
Quero agradecer ao carinho e incentivo de todos do Tietê, agradecer ao site Futebol Mogiano e ao Dú do São Francisco pelo reconhecimento. Quero agradecer a Deus, todos da diretoria do Tietê e aos pessoal que sempre estão nos dando apoio.

Emerson Oliveira Por: Emerson Oliveira (FutebolMogiano.Com.br)
Em 17/06/2016

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